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OffShox FX7 Nitroflex: como funciona o amortecedor com reservatório para off-road?

Amortecedor com reservatório FX7 Nitroflex

Em um amortecedor desenvolvido para trabalhar em condições severas, detalhes que poderiam passar despercebidos em uma utilização convencional ganham importância. Volume de óleo, temperatura de trabalho, pressão interna, velocidade de deslocamento do pistão e até o atrito gerado pelos componentes internos podem influenciar o comportamento da suspensão quando ela é exigida continuamente.

É justamente nesse ambiente que nasceu o OFFSHOX FX7.

Desenvolvido originalmente para aplicações de alta performance e competições, o FX7 é um amortecedor com reservatório externo que utiliza a tecnologia monotubo e foi projetado para situações em que a suspensão trabalha intensamente, como no off-road pesado, em expedições de longa distância, competições e veículos de trabalho submetidos a carga.

A experiência acumulada nessas aplicações levou a engenharia da OFFSHOX a buscar uma nova evolução para a linha. O resultado é o FX7 NITROFLEX, que mantém a arquitetura de amortecedor monotubo com reservatório externo, mas adota um novo sistema para realizar uma função fundamental dentro do amortecedor: separar o óleo hidráulico do nitrogênio.

No lugar do tradicional pistão divisor, o novo FX7 utiliza uma membrana nitrílica desenvolvida especificamente para essa aplicação.

Mas o que muda na prática?

Para entender a importância dessa evolução, primeiro é preciso compreender como funciona um amortecedor com reservatório.

O que é um amortecedor com reservatório?

Popularmente chamado de “amortecedor com garrafa”, o amortecedor com reservatório externo é uma arquitetura bastante utilizada em suspensões destinadas a condições severas.

Em qualquer amortecedor hidráulico, parte da energia gerada pelos movimentos da suspensão é dissipada na forma de calor. Quanto maior a frequência e a velocidade com que o amortecedor trabalha, maior pode ser a exigência térmica sobre o sistema.

Imagine uma picape percorrendo por vários quilômetros uma estrada de terra com sucessivas ondulações. O pistão do amortecedor pode realizar milhares de movimentos de compressão e retorno em um intervalo relativamente curto.

É uma condição muito diferente de passar ocasionalmente por uma lombada no trânsito urbano.

O reservatório externo permite aumentar a capacidade de óleo do amortecedor e oferece espaço adicional para a câmara de gás pressurizado. O maior volume de fluido e a área adicional do conjunto contribuem para o gerenciamento da temperatura, uma característica particularmente importante quando o amortecedor trabalha intensamente durante períodos prolongados.

Por isso, essa arquitetura é frequentemente encontrada em amortecedores de alta performance destinados ao off-road, competições e outras condições de uso severo.

No FX7, o reservatório externo faz parte da concepção do amortecedor desde o desenvolvimento original da linha.

Por que óleo e nitrogênio precisam permanecer separados?

Dentro de um amortecedor monotubo pressurizado existem dois elementos com funções diferentes.

O óleo hidráulico participa diretamente do processo de amortecimento. Conforme a suspensão se movimenta, o pistão desloca o óleo através do sistema de válvulas, criando as forças hidráulicas responsáveis pelo controle dos movimentos de compressão e retorno.

Já o nitrogênio pressurizado exerce outra função. Entre outras características do sistema, ele permite compensar as variações de volume provocadas pela entrada e saída da haste e ajuda a manter o fluido sob pressão.

Por isso, óleo e nitrogênio ocupam câmaras distintas.

Para que isso aconteça, é necessário existir um elemento físico entre os dois meios.

Existem diferentes soluções de engenharia para realizar essa separação.

Pistão divisor e membrana: duas soluções para a mesma função

Uma das soluções mais difundidas nos amortecedores monotubo pressurizados é o chamado pistão divisor, também conhecido internacionalmente como IFP, sigla para Internal Floating Piston.

Trata-se de uma tecnologia consolidada e utilizada há décadas em amortecedores de diferentes categorias.

O pistão se desloca dentro de uma câmara e mantém fisicamente separados o óleo hidráulico e o gás pressurizado. É uma solução eficiente, robusta e amplamente utilizada em sistemas de amortecimento.

Outra possibilidade de engenharia é realizar essa mesma função utilizando uma membrana flexível, solução conhecida internacionalmente como bladder.

Nesse caso, não existe um pistão divisor deslizando longitudinalmente pela parede interna do reservatório. A compensação das alterações de volume acontece por meio da deformação da própria membrana.

É importante entender que as duas arquiteturas cumprem a mesma função fundamental de separação entre óleo e gás, mas fazem isso de maneiras mecanicamente diferentes.

Foi justamente essa diferença de funcionamento que levou a engenharia da OFFSHOX a explorar a utilização da membrana no desenvolvimento da nova geração do FX7.

Amortecedor Com Reservatório Offshox Fx7 Nitroflex

O desenvolvimento do Sistema NITROFLEX

A proposta do projeto não era simplesmente modificar um componente do FX7.

O objetivo era investigar se seria possível tornar o funcionamento do conjunto ainda mais sensível e progressivo, especialmente em uma linha de amortecedores destinada justamente às situações em que a suspensão permanece trabalhando intensamente.

Depois do desenvolvimento de protótipos, testes e validações, a solução adotada foi uma membrana nitrílica desenvolvida especificamente para trabalhar dentro do reservatório externo.

O sistema recebeu o nome de NITROFLEX.

No novo FX7 NITROFLEX, o nitrogênio fica contido em uma câmara flexível e separado do óleo hidráulico pela membrana.

Quando a haste entra no amortecedor durante a compressão, parte do óleo deslocado ocupa o volume disponível no reservatório. A membrana então se deforma, comprimindo o gás em seu interior.

No movimento contrário, a pressão do nitrogênio faz a membrana retornar progressivamente à sua condição anterior.

É um princípio relativamente simples, mas que modifica a dinâmica interna do reservatório.

O que é uma membrana nitrílica?

A palavra “nitrílica” vem do material utilizado em sua fabricação: a borracha nitrílica, conhecida tecnicamente pela sigla NBR, de Nitrile Butadiene Rubber, ou borracha de acrilonitrila-butadieno.

A NBR é uma família de elastômeros sintéticos obtida a partir da copolimerização de acrilonitrila e butadieno. Diferentes formulações permitem adequar as propriedades do material às condições específicas de cada aplicação.

Uma de suas características mais conhecidas é a resistência ao contato com óleos e diversos fluidos derivados de petróleo.

Por essa razão, a borracha nitrílica é amplamente utilizada na indústria em componentes que precisam manter suas propriedades mecânicas enquanto permanecem em contato com fluidos hidráulicos.

A aplicação desse material nesse tipo de ambiente é suficientemente consolidada para existirem normas e especificações técnicas dedicadas a elastômeros NBR resistentes a fluidos hidráulicos à base de petróleo.

Isso ajuda a explicar por que a NBR se apresenta como um material adequado para uma membrana que permanece continuamente em contato com o óleo de um amortecedor.

Onde mais a borracha nitrílica é utilizada?

A resistência a óleos fez com que a borracha nitrílica se tornasse comum em diversas aplicações automotivas, hidráulicas, industriais e aeroespaciais.

Dependendo da formulação específica, materiais dessa família podem ser encontrados em vedações, juntas, O-rings, mangueiras, diafragmas e diferentes componentes destinados a sistemas hidráulicos.

Naturalmente, isso não significa que qualquer peça produzida em NBR possa ser utilizada dentro de um amortecedor.

Dureza, espessura, geometria, composição do elastômero, temperatura, pressão e número de ciclos de deformação precisam ser considerados de acordo com a aplicação.

No NITROFLEX, a membrana faz parte de um conjunto desenvolvido especificamente para as condições de funcionamento do FX7.

Por que a resistência ao óleo é tão importante?

Uma membrana utilizada nesse ambiente permanece exposta ao fluido hidráulico durante toda a sua vida de trabalho.

Por isso, não basta que o material seja simplesmente flexível.

Ele precisa manter características adequadas de elasticidade, resistência mecânica e estabilidade dimensional enquanto é submetido repetidamente à pressão, à temperatura, ao contato com o óleo e a milhares de ciclos de deformação.

A compatibilidade da NBR com óleos e fluidos hidráulicos é justamente uma das razões pelas quais essa família de elastômeros é utilizada há décadas em sistemas hidráulicos.

 

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Menos componentes deslizantes: o que muda no funcionamento?

Essa talvez seja uma das diferenças mais interessantes entre as duas arquiteturas.

No sistema com pistão divisor, o pistão precisa se movimentar longitudinalmente dentro da câmara. Para manter a separação entre óleo e nitrogênio, existe também um elemento de vedação em contato com a parede interna.

No sistema com membrana, esse deslocamento é substituído pela deformação do elastômero.

Consequentemente, deixa de existir o atrito deslizante associado ao movimento do pistão divisor contra a parede interna da câmara.

Isso reduz uma resistência mecânica presente no sistema de separação e também elimina uma interface de contato deslizante.

É importante fazer essa distinção.

Não significa que o amortecedor inteiro passe a trabalhar “sem atrito”. Haste, vedações, pistão e outros componentes continuam sujeitos às forças características de qualquer sistema hidráulico.

O que o NITROFLEX elimina especificamente é o atrito relacionado ao deslocamento do pistão divisor.

Menor massa móvel e resposta mais progressiva

Existe ainda outro aspecto importante.

Um pistão divisor possui massa e precisa ser acelerado e desacelerado toda vez que o volume interno do amortecedor varia.

Uma membrana flexível trabalha de maneira diferente: em vez de deslocar um componente rígido ao longo do reservatório, ela muda de forma.

A redução dessa massa móvel e do atrito associado ao sistema de separação diminui resistências internas que precisam ser vencidas durante movimentações pequenas e rápidas do amortecedor.

Nos testes realizados durante o desenvolvimento do FX7 NITROFLEX, essa característica se refletiu principalmente na progressividade da absorção dos impactos.

Isso não significa simplesmente tornar o amortecedor mais macio.

A proposta é permitir que o sistema responda com maior sensibilidade aos movimentos da suspensão, mantendo o controle hidráulico definido pela calibragem das válvulas.

Essa diferença se torna particularmente interessante quando o NITROFLEX trabalha combinado com um set de válvulas desenvolvido para priorizar conforto.

Temperatura: por que ela importa tanto no off-road?

Um amortecedor é, em essência, um dispositivo de dissipação de energia.

Quando a suspensão comprime e retorna, o movimento do óleo através das válvulas transforma parte da energia mecânica em calor.

Quanto maior a intensidade e a duração desse trabalho, maior tende a ser a exigência térmica.

Por isso, estradas de terra com ondulações sucessivas, trechos de costelas, rally, dunas, expedições e deslocamentos prolongados com o veículo carregado representam condições muito diferentes de uma utilização urbana convencional.

O amortecedor com reservatório possui uma vantagem importante nesse cenário: maior capacidade de fluido.

No FX7, o reservatório externo aumenta significativamente o volume total de óleo disponível. Com maior quantidade de fluido e maior área do conjunto para troca térmica, o sistema amplia sua capacidade de gerenciamento da temperatura durante períodos prolongados de trabalho.

O NITROFLEX acrescenta outro elemento a essa equação ao eliminar o atrito deslizante relacionado ao pistão divisor dentro da câmara, reduzindo uma das fontes internas de geração de calor.

E onde entra a cavitação?

A cavitação é frequentemente mencionada quando se fala em amortecedores de alta performance, mas o fenômeno merece uma explicação cuidadosa.

Durante movimentos rápidos do pistão, podem surgir regiões de baixa pressão no fluido. Em determinadas condições, isso pode favorecer a formação de cavidades de vapor no óleo, comprometendo temporariamente a consistência das forças hidráulicas geradas pelo amortecedor.

É justamente uma das razões para a utilização de gás pressurizado em amortecedores monotubo.

A função da membrana, entretanto, não deve ser confundida com a função da pressurização.

São elementos complementares.

O nitrogênio ajuda a manter o sistema hidráulico pressurizado, enquanto a membrana estabelece a separação física entre o gás e o óleo.

No NITROFLEX, portanto, a membrana cria uma barreira flexível entre esses dois meios enquanto permite que o volume da câmara de gás varie conforme a haste do amortecedor se movimenta.

Reservatório remoto ou piggyback?

Nem todo amortecedor com reservatório externo, ou popularmente chamado amortecedor com garrafa, possui a mesma configuração.

Em determinados projetos, o reservatório pode ficar instalado remotamente e conectado ao corpo do amortecedor por uma mangueira hidráulica.

Essa solução oferece liberdade de posicionamento e continua sendo particularmente útil quando espaço, curso da suspensão ou arquitetura do veículo exigem que o reservatório seja instalado distante do corpo principal do amortecedor.

Outra possibilidade é o sistema conhecido como piggyback, no qual o reservatório fica integrado diretamente ao corpo do amortecedor.

Essa configuração reúne o reservatório e o tubo principal em um único conjunto, dispensando a mangueira hidráulica utilizada nos sistemas remotos.

Em algumas aplicações, especialmente na suspensão dianteira, essa diferença pode ser particularmente relevante.

NITROFLEX e o desenvolvimento de um FX7 dianteiro plug and play

A adoção do Sistema NITROFLEX abriu outra possibilidade importante durante o desenvolvimento da nova geração do FX7: criar versões dianteiras com reservatório externo integrado para veículos nos quais o espaço disponível para instalação é bastante limitado.

Isso acontece principalmente em picapes e SUVs que utilizam amortecedores dianteiros semiestruturais, nos quais mola e amortecedor formam um conjunto instalado dentro de uma região bastante restrita da caixa de roda.

Levar um reservatório externo para esse espaço utilizando uma mangueira para conectar a “garrafa” ao tubo principal pode tornar o projeto e a instalação mais complexos. É preciso encontrar uma posição adequada para o reservatório, definir o percurso da mangueira e considerar sua movimentação e interferência com outros componentes da suspensão e do veículo.

O desenvolvimento do NITROFLEX permitiu à engenharia da OFFSHOX trabalhar com uma configuração piggyback, integrando o reservatório diretamente ao corpo do amortecedor.

Assim, o conjunto mantém uma das características fundamentais de um amortecedor com reservatório, o maior volume de óleo, mas dispensa a mangueira entre o reservatório e o tubo principal.

Essa solução permitiu desenvolver versões dianteiras do FX7 NITROFLEX para as principais picapes e SUVs compatíveis com essa arquitetura, mantendo um conceito que orienta diferentes projetos da OFFSHOX: desenvolver soluções plug and play sempre que a configuração original do veículo permitir.

Em vez de exigir adaptações para acomodar mangueiras, suportes ou um reservatório remoto na caixa de roda, o conjunto piggyback é projetado considerando o espaço disponível e os pontos de instalação do veículo.

Altura original ou lift no mesmo amortecedor

O desenvolvimento não ficou restrito ao reservatório.

Nas aplicações compatíveis, o FX7 NITROFLEX dianteiro também incorpora regulagem de altura na base da mola, permitindo adequar o conjunto a diferentes configurações de suspensão.

O mesmo conceito de amortecedor pode ser utilizado em três posições:

Altura original, lift de +1″ ou lift de +2″.

A regulagem é realizada no próprio amortecedor, sem a necessidade de utilizar calços para obter essas três configurações previstas no projeto.

Isso permite preservar uma característica importante para quem modifica a altura da suspensão: o amortecedor já faz parte do projeto de elevação, em vez de simplesmente receber um componente externo para alterar a posição do veículo.

Assim, o FX7 NITROFLEX reúne no mesmo conjunto tecnologia monotubo, reservatório externo piggyback, maior volume de óleo, Sistema NITROFLEX e regulagem de altura, formando uma solução integrada tanto para veículos mantidos na configuração original quanto para projetos com lift de 1 ou 2 polegadas.

Mais do que acrescentar recursos ao amortecedor, o objetivo do desenvolvimento foi fazer com que essas soluções convivessem em um conjunto dimensionado para cada aplicação e que pudesse ser instalado da maneira mais simples possível.

Das competições para uma nova geração do FX7

A história do FX7 está diretamente ligada às competições.

A linha foi desenvolvida para aplicações de alta performance e já equipou veículos utilizados em diferentes provas de rally, ambiente no qual temperatura, velocidade de trabalho da suspensão, impactos sucessivos e resistência dos componentes são colocados à prova continuamente.

Esse histórico ajuda a explicar por que o desenvolvimento do FX7 não terminou quando o amortecedor chegou ao mercado.

Engenharia de suspensão é um processo contínuo.

Novos materiais, novas arquiteturas, dados obtidos em testes e experiências acumuladas em diferentes veículos permitem rever soluções e buscar novos ganhos mesmo em produtos já consolidados.

O NITROFLEX nasce dentro dessa lógica.

Ele não muda o princípio fundamental do FX7. O amortecedor continua monotubo, pressurizado com nitrogênio e equipado com reservatório externo.

A evolução está na maneira como óleo e gás são separados e nas consequências dessa mudança para a dinâmica interna do amortecedor.

Principais características do FX7 NITROFLEX no uso extremo

Analisadas em conjunto, as mudanças ajudam a compreender a proposta dessa nova geração do amortecedor off-road.

Maior controle térmico e performance contínua

O reservatório externo amplia a quantidade de óleo e a capacidade de gerenciamento térmico do amortecedor, enquanto a membrana elimina o atrito deslizante relacionado ao pistão divisor.

Essa combinação é particularmente relevante em situações nas quais a suspensão permanece trabalhando continuamente.

Absorção de impactos mais progressiva

A menor resistência mecânica no sistema de separação e a redução da massa móvel contribuem para uma resposta mais sensível às variações de volume dentro do amortecedor.

Nos testes da OFFSHOX, um dos efeitos percebidos foi uma absorção mais progressiva dos impactos, especialmente quando o sistema foi combinado a uma calibragem de válvulas voltada ao conforto.

Durabilidade em condições severas

A substituição do componente deslizante pela membrana elimina uma interface sujeita a atrito e desgaste dentro do sistema de separação.

A redução dessa fonte de atrito também contribui para diminuir a geração de calor nesse ponto do conjunto.

É importante observar, porém, que a durabilidade de um amortecedor de alta performance não depende de um único componente.

Qualidade do óleo, vedações, materiais, dimensionamento, pressão de nitrogênio, válvulas, condições de utilização e manutenção trabalham como um sistema e continuam sendo determinantes para a vida útil do amortecedor.

Para quais veículos e tipos de uso o FX7 é indicado?

A proposta do FX7 permanece voltada principalmente para situações nas quais a suspensão é submetida a exigências superiores às encontradas no uso convencional.

Isso inclui off-road pesado, expedições de longa distância, uso rural intenso, veículos de trabalho submetidos a carga, projetos especiais de suspensão e competições.

Também existem aplicações em que o nível de utilização, o peso transportado ou as características desejadas para a suspensão justificam uma solução dessa categoria mesmo quando o veículo circula predominantemente em estradas ou ambiente urbano.

Por isso, mais importante do que simplesmente classificar o FX7 como um amortecedor off-road é compreender a lógica de seu desenvolvimento.

O reservatório externo aumenta a capacidade do sistema. A arquitetura monotubo permite trabalhar com controle hidráulico preciso. A pressurização com nitrogênio contribui para manter condições adequadas de funcionamento do fluido. O Sistema NITROFLEX acrescenta uma nova forma de separar o nitrogênio do óleo. E, nas aplicações dianteiras compatíveis, o reservatório piggyback e a regulagem de altura permitem reunir essas características em um conjunto integrado à arquitetura da suspensão do veículo.

Externamente, a membrana pode parecer uma mudança relativamente pequena.

Internamente, representa uma alteração importante na dinâmica de funcionamento do reservatório e abriu novas possibilidades para o próprio projeto do FX7.

É assim que uma linha de amortecedores evolui: não necessariamente abandonando os princípios que funcionam, mas encontrando novas maneiras de aperfeiçoá-los e ampliar suas possibilidades.

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